quarta-feira, 31 de março de 2010

Bem-vindos ao clube!

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O tempo voa e nós já estamos no último dia de março. Antes que ele acabe, vou deixar aqui os parabéns aos amigos que fizeram aniversário este mês.
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A nossa blogueira caçula Laís e o nosso amigo Pagano entraram oficialmente para o "clube dos 22" nos dias 14 e 17 respectivamente. Aos dois, o meu desejo de que essa idade seja repleta de alegrias, saúde, amor e paz!
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Abaixo, algumas fotos da festinha da Lá:
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Laís e os seus 2 bolos, reparem nas velinhas!
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Os aniversariantes do mês, Pagano e Laís.
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Parte da irmandade. Todos agora com 22!
Fotos: Carol Françóia

segunda-feira, 29 de março de 2010

As incríveis aventuras da Sara em La Plata

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Mal chegou em La Plata, a nossa querida Sara Boni já tem histórias para contar.
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Mas enquanto ela não aparece por aqui, que tal acompanharmos as suas aventuras no seu blog pessoal, o Porque não sei ficar quieto? Ela postou por lá um relato das suas peripécias no seu primeiro dia na Argentina.
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Manda ver, Sarinha! De cá, nós te desejamos sucesso!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ventos de mudança

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Como no filme Chocolate, em que ventos do norte sopravam todas as vezes em que Vianne Rocher (Juliette Binoche) deveria começar uma vida nova, ventos de mudança sopraram sobre a nossa casa nas últimas semanas.
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Após três inesquecíveis anos, a nossa querida república teve o seu fim. O motivo foi a soma de alguns fatores: eu precisei voltar a morar com os meus pais; a Sara (como ela mesma contou aqui) vai passar uma temporada na Argentina; e a Laís, dadas as circunstâncias, acabou optando por morar sozinha ao invés de manter a república.
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Adiei o quanto pude o momento de escrever este post. E o faço hoje com um bocado de saudade. Impossível não senti-la ao lembrar os ótimos momentos que passamos lá. Como as inúmeras conversas no corredor ou na cozinha, os esquentas, as festinhas, as sessões pipoca, as jogatinas ou as visitas constantes dos amigos nos horários mais inusitados.
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Olhando para trás, no entanto, não consigo sentir tristeza por essa fase tão boa das nossas vidas ter chegado ao fim. Tudo o que sinto, além de saudade, é alegria por tê-la vivido! E fico ainda mais feliz por tê-la vivido com quem vivi: meus amigos - pessoas que de tão queridas tornaram-se essenciais e que, estando perto ou longe, estão sempre comigo!
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[Preciso fazer uma observação aqui: já tinha rascunhado este texto quando li o último post da Sara e vi que ela escreveu algo muito parecido com o parágrafo acima. Resolvi mantê-lo, mesmo correndo o risco de ser repetitiva, para provar que, apesar da distância, estamos juntas em pensamento! Hahaha]
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Como se não bastasse, percebo que os ventos de mudança têm trazido consigo oportunidades novas e excitantes para cada uma de nós e sou incapaz de ignorar a sensação que tenho de que, como diria a canção famosa na voz do Sinatra, the best is yet to come...
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Foto: Joe Marlow (Nudibranch)
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"The wind... it's what makes it so warm this time of year. Legend has it, when the Santa Anas blow, anything can happen." - Miles (Jack Black) para Iris (Kate Winslet), no filme O Amor Não Tira Férias.

terça-feira, 23 de março de 2010

Viajar é viver

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Acredito que foi uma das coisas que mais me marcou do filme Up in the air, apesar de ser um filme cheio das reflexões, “viajar é viver”, não pôde ter ficado mais na minha cabeça. Sei que parece um assunto batido, mas do clichê vamos e voltamos, citamos e os repudiamos, talvez porque ele sempre traz alguma verdade. Já dizia alguém x, As 4 melhores coisas da vida são viajar e comer (será que alguém discorda?)

Viajar é mais que ir e vir, fazer malas, gastar economias, ficar perdida, não entender direito a língua e fazer coisas que não devia. Viajar é descobrir, conhecer, ir além. Falo isso, porque mais do que nunca posso ver que, com 22, nós não seríamos as mesmas sem as nossas experiências, seja viajando para Europa, America Latina ou mesmo pro Pará (quase outro mundo eu diria).

Viajar mais do tudo é agir, pensar em agir, agir sem pensar. É ficar fora de si, para encontrar a si mesmo. Nada melhor que ser transportado para outra dimensão e dar de cara com milhões de coisas que não conhece, para ver se reconhece um pouco do que é mesmo você.

Como quando alguém diz que você está “viajando”, não literalmente, é o mesmo que dizer que está louco, ou sem sentido ou noção, mas na verdade você está explorando o desconhecido, até que algo se relacione com a realidade, ou seja, viajar é imaginar.

Uma das idéias do filme é, que a bagagem numa viagem pode ser determinante. O que você leva com você, quanto pesa a sua vida, o que você é capaz de carregar e o que é mais do que você pode suportar. Logo, viajar ajuda a pensar na suas prioridades, seus objetivos e tudo que é desnecessário no mundo.

E como todas idas e vindas (ops, esse é outro filme), algo fica. E o que deixamos para trás pode ser nosso rastro, pelo qual saberemos o caminho de volta para casa. Pensar que tem tanta gente que prefere o rastro da discórdia que da afinidade e compaixão, seria o bastante para nos perder. O melhor é quando nos damos conta, que quanto mais deixamos de nós, maiores ficamos.

Sinto-me feliz em perceber o tanto de gente que tenho para sentir saudades, conversar no skype, comprar lembrancinhas baratas e ver as fotos que postar no Orkut. Mesmo que o limbo, e as mudanças de fase distancie as amizades que construímos, sabendo que a alma não tem raízes (segundo Fernando Pessoa), fica com a gente onde quer que estejamos, a família que conquistamos.

Não foi com o drama que me inspirei, e sim com a poesia por trás de cada despedida. Fico imaginando onde cada um está agora, seguindo sua viagem, no próprio itinerário de suas vidas, atrás de seus objetivos e destinos. Eu por hora vou para a Argentina, mas dedico este post para a irmandade, que unida, porém independente reconhece mais do que nunca o poder de se deixar ir, descobrir, conhecer, agir, imaginar, sentir ... viajar.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um pouco de inspiração...

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Terminei de ler semana passada o livro Julie & Julia e achei que teria tudo a ver falar sobre ele aqui. Afinal, ela já tinha passado dos 22 anos, mas estava em crise. E ela fez o quê? Criou um projeto e o contou em um blog!
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Para dar um sentido à sua vida, a secretária Julie Powell, 29 anos, resolveu preparar, no prazo de 1 ano, todas as 524 receitas do livro Mastering the Art of French Cooking - um clássico de Julia Child, a mulher que, na década de 60, apresentou a culinária francesa às donas de casa norte-americanas. Durante 365 dias, Julie cozinhou insanamente na apertada cozinha do seu apartamento, sem saber bem o porquê estava fazendo aquilo. No final, entretanto, ela acabou tirando dessa experiência muitas lições e mudando radicalmente a sua vida.
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Foto: Reprodução
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Confesso que, assim que comecei a ler o livro, fiquei um pouco irritada com o mau humor e o pessimismo com que a autora encarava a sua própria rotina. Eu a achava um pouco exagerada, reclamona demais. E por este motivo a minha leitura levou um bom tempo até engrenar. Ao longo do livro, no entanto, me deparei com diversas situações narradas da forma mais divertida possível e fui agradavelmente surpreendida por algumas mensagens de otimismo e esperança. Destaque para o trecho que apresenta aqueles que Julie considera serem os 3 modelos de vida básicos que se pode adotar quando se tem 20 e poucos anos... Engraçadíssimo!
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Por fim, acabei gostando do livro e ficando com vontade de assistir ao filme homônimo. Estou curiosa porque ele não mostra apenas a história da Julie, mas também a da Julia, sobre a qual sei muito pouco. Sei apenas que, além dos livros de receitas, ela escreveu uma autobiografia intitulada Minha vida na França e que, da mesma forma que a sua seguidora, conseguiu mudar o rumo da sua vida quando muitos diziam que ela não tinha mais idade para isso. Duas histórias que podem ser bastante inspiradoras.
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Não bastasse a minha curiosidade pelo enredo, o filme é estrelado por Meryl Streep e Amy Adams! Confiram aqui o trailer:
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E... bon appetit!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Que fase, hein!

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Sabe aquele tempo que você passa no limbo entre ser estudante ou formado?? Pois é!! Estamos nele bem agora!! Esse semestre e talvez o próximo (meu tcc está beeem parado)! Você tem 1 matéria pra fazer e o danado... Às vezes só o danado!

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Fase de incertezas!! Você não pode prestar programas de estágio (previsão de formatura dezembro de 2011) e os trainees só abrem mais no final do ano. O contrato de aluguel tá vencendo e o proprietário quer o apê. Ninguém sabe se volta pra a casa dos pais ou não (pode confessar que bate aqueeele desespero só de pensar nisso!!). Além disso, obviamente, você nem sonha se sustentar sem a ajuda de seus pais. E o estágio anda insuportááááável!
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Na faculdade você não conhece mais ninguém! A maioria dos seus amigos se formou. Quando vc encontra um bixo da cidade de algum amigo e pensa em perguntar se eles se conhecem (no mundo ovo em que vivemos elas sempre vão acabar se conhecendo, isso sempre me intrigou e merece até um post!!) logo percebe que só se for amigo de primo, porque não tem mais a mesma faixa etária!! Percebemos isso na chopada dos bixos desse ano... Na qual você não pode beber afinal tem que levantar as 7:00 para trabalhar...
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Tá, no final você se decide e o melhor é saber que qualquer decisão é a certa. Você tem 22 anos e a vida inteira pra fazer escolhas, acertar, errar, recomeçar... Pode ir pra casa dos pais, parar um pouco pra pensar, ter café da manhã, almoço e jantar todos os dias, televisão com 245 canais, solzinho pela manhã na beira da piscina, estudos, diversão com os irmãos (a menos q eles tenham 12 anos e estejam na tão ditante "aborrescência"). Pode viajar pra conhecer novas culturas e pessoas. Pode ficar onde está...
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Enfim, a sorte está lançada!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O carnaval na praia!

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Já há algum tempo,
nossos amigos nos têm cobrado novos posts... Não, nós não desistimos do Projeto 22, galera! Mas é que os 22 anos têm sido muito mais agitados do que esperávamos. Assunto para escrever sobre não nos falta. Muitas coisas já nos aconteceram nestes 2 primeiros meses do ano e, aos poucos, nós as contaremos todas.
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Pra começar, a aventura que vou contar aqui hoje é a que vivemos mais recentemente: a nossa viagem de carnaval! Se o carnaval em si já é bom por causa dos 4 dias de descanso - ou não - e pelo clima de festa, experimente adicionar a ele as suas melhores amigas, tafulhar muitas malas em um carro, dar um jeito de faltar a mais dois dias de trabalho pra completar a semana de folga, por o pé na estrada em direção a praia, ao som de uma trilha sonora nada menos que bombante, e... pronto! Você terá um carnaval per-fei-to!
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Pois foi exatamente o que fizemos nós três e uma super amiga nossa, a Vá. Fomos para a casa dela na praia. Praia no carnaval? Alguns podem ter imaginado a cidade que de repente teve a sua população triplicada e passou a abrigar enormes filas em supermercados e o trânsito da marginal Tietê. Sabemos disso porque temos amigos "crias do Guarujá" que demoraram um pouco a entender qual era o esquema da "praia da Vá" quando contamos. Definitivamente, ela não tem nada a ver com isso. A casa fica afastada 17km do centro da cidade, dos quais 4km são de areia; lá não existe cobertura de sinal de celular - a não ser quando se está no topo de uma escada que fica apoiada no telhado da casa e um determinado vento do oeste colabora, trazendo o bendito sinal; lá por perto as ruas não têm iluminação a noite; e não, você não vai encontrar ninguém vendendo sorvete, milho verde, água de coco, cangas, acessórios hippies ou qualquer outra coisa na praia. No entanto, é exatamente tudo isso que torna aquele lugar tão legal! A casa fica pertíssimo da praia, que é ótima, tranquila, quase deserta e super limpinha! Tivemos dias deliciosos de muito sol, caminhadas com os pezinhos na areia, banhos de mar revigorantes, intermináveis risadas e - por que não? - crescimento.
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Embora todas nós já tenhamos morado sozinhas e viajado sozinhas, esbarramos na compreensível desconfiança de pessoas próximas a nós de que não conseguiríamos nos virar por lá. Pra vocês terem uma ideia, vou reproduzir aqui o trecho de um dos e-mails intitulados "BOLETIM PRAIA 2010", que trocamos poucos dias antes da viagem. Este foi o primeiro deles, enviado pela Vá. Lá vai:

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"[...] Comecei preparando a família aqui né, hahaha, já tinha falado, meu pai acreditou desde o início, minha mãe ainda não acredita! Vejam a conversa de hoje:
PAI: Ele tá achando é pouco, adorando a ideia dessa nossa "independência", só lembrou que são pelo menos 7 horas de viagem!
MÃE: "Vocês são doidas, o carro atola, a energia acaba" Eu ria por dentro e por fora... Razão ela tem, mas é uma experiência necessária para o nosso amadurecimento!"
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Quando digo que a desconfiança por parte das pessoas próximas a nós era compreensível é porque, de fato, apesar de sermos todas metidas a independentes, esta experiência era nova para nós. Não estávamos com as nossas mães ou tias, que voltam da praia um pouco mais cedo para preparar o nosso almoço e se encarregam de manter a casa arrumada; nem com os nossos pais, irmãos, ou amigos homens que fossem, que geralmente ficam responsáveis por carregar tudo para a praia e armar coisas do tipo guarda-sol. Quero dizer, pelo menos nos primeiros dias. Na quarta-feira, o Pagano, um grande amigo nosso, foi pra lá passar o resto da semana.
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Se essa viagem foi um teste, nós passamos nele com louvor. É com orgulho que conto que nós enfrentamos sem dificuldades situações como matar baratas, desinstalar e carregar antenas parabólicas (da próxima vez também a instalaremos sem qualquer ajuda, estejam certos!) e montar a tenda de praia. Está bem, talvez nesta última situação tenhamos encontrado um pouco de dificuldade, mas que fique claro que foi um pouquinho só. Nunca vou me esquecer de nós 4 na varanda, sem qualquer manual, encarando aquelas barras de metal e tentando imaginar como é que elas se encaixariam enquanto elas nos encaravam de volta. Passados alguns momentos de reflexão, a Vá grita:
"Gente! Mas como nós somos burras! É LÓGICO que esta barra se encaixa nessa aqui, ó!" Confesso que não achei que parecesse tão lógico assim, aquela barraca era completamente diferente de qualquer outra que eu já tivesse visto. Mas enfim, o que importa é que descobrimos como montá-la e, se mesmo depois disso ainda nos atrapalhamos um pouco para transportá-la até a praia no primeiro dia, nos dias seguintes fizemos tudo com a maior facilidade. Interessantes foram os comentários que abusavam de jargões administrativos que fizemos a respeito disso: "Nossa! Incrível observar a nossa curva de aprendizagem montando a tenda." "É, nós realmente adquirimos know-how nisso."
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Mas não foi apenas a experiência que foi diferente. Também pudemos perceber, em alguns momentos, que nós estamos diferentes, que mudamos. Há alguns dias, li a seguinte frase numa crônica do Luis Fernando Veríssimo:
"Na nossa casa, sabemos que estamos ficando velhos quando passamos do grupo que diz "Bota mais alto" para o que diz "Não dá pra abaixar um pouquinho?"" Pois nós já não ouvimos mais música no volume em que ouvíamos antigamente. E também mostramos um pouco mais de prudência ao tomar sol (embora eu ainda tenha me queimado muito!). E cozinhamos. E passamos as noites assistindo aos desfiles pela TV. E, estando em 4 pessoas, bebemos apenas 24 latinhas de cerveja em 9 dias!
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Concluímos então que estamos envelhecendo. E o mais surpreendente nisso é que não achamos ruim! Pensando sobre isso esses dias, me veio à cabeça uma frase que a minha mãe me disse certa vez:
"A liberdade vem com a responsabilidade." Como sempre, ela estava certa. Se entramos em crise ao completar 22 anos, em parte talvez tenha sido porque sentimos as nossas responsabilidades aumentando a cada dia e com elas a pressão que cai sobre nós. Por outro lado, sabemos que estamos na "flor da idade", como dizem. Sabemos que ainda temos a vida toda pela frente. Sabemos que temos muito que aprender e aproveitar. E nunca nos sentimos tão... livres! Essa viagem divertidíssima dificilmente aconteceria se tivéssemos 18 anos. E deve ter sido isso que a Laís pensou no primeiro dia de carnaval, quando virou para nós dentro do carro e disse: "Meninas, pensem... Esta não é a idade que vocês sempre quiseram ter?"


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